A minha grande preocupação agora era com o free shop. Já tinha até reservado um dinheiro pra isso. Quando cheguei no caixa, a moça disse que não aceitava o meu cartão Visa TravelMoney. Mas aceitam o corporativo do governo. Enfim, sorte minha que eu tinha uns dólares ainda, em espécie. Tive que reduzir as compras, mas levei uns chocolates e bebidas.
Meus pais foram me buscar lá, porque eu estava com muitas coisas pra carregar sozinho, o que não seria legal na rodoviária, pois não tem carrinhos pra auxiliar, como no aeroporto.
Mais 4 horas até Ribeirão Preto. No meio da viagem liguei para a minha namorada, avisar que estava tudo bem e que eu estava a caminho. Paramos para almoçar, meu celular tocou. Uma mulher disse que era da TIM e precisava confirmar meus dados e, começou a pedir os dados. Achei muito estranho e desliguei. Para minha surpresa, meu celular foi bloqueado. Porque eu usei ele no exterior, foi bloqueado ao voltar. Bom isso, né? Se você usa o celular, eles bloqueiam! Não pode usar!
Bom, só sei que isso deu um rolo, tive que ligar no atendimento, ir na loja, esperar quase uma semana pra voltar ao normal, passar meus dados novamente… O cliente sempre se ferra! (Mas a cobrança vem religiosamente correta no dia! Inclusive é a única coisa que funciona em qualquer empresa e prestadora de serviço).
Deixando isso de lado, chegamos em casa, guardei tudo, separei as roupas sujas, as lembranças, os livros, as bebidas, os chocolates… E agora vem outra fase, a divulgação. Aparentemente o blog já está feito. Talvez eu acrescente mais alguns detalhes e fotos, mas o diário principal está aqui. O documentário ainda está em andamento. Não tive muito tempo para me dedicar a isso ainda, mas em breve estará disponível aqui também.
Arquivo de abril de 2008
Dia 15 de janeiro – Santiago -> São Paulo -> Ribeirão Preto
quarta-feira, 2 de abril de 2008Dia 14 de janeiro – San Fernando -> Santiago
quarta-feira, 2 de abril de 2008Já é o último dia no Chile. Amanhã embarco às 7h25 da manhã. Tanto que vou ficar direto no aeroporto. Fiz isso também quando fui pra França, esperei no aeroporto de Amsterdã, que foi por onde voltei.
E, de volta ao Chile, levantei como era de se esperar às 8h00. Tomei café e fui em busca de dólares em espécie para pagar o hotel, já que o mesmo não aceitava cartão. Como estava difícil achar, saquei em pesos com o cartão TravelMoney, bem funcional isso. O cartão tem dólares e é possível sacar na moeda local.
Depois do check-out deixei a bike no hotel ainda, pra poder andar um pouco pela cidade com mais tranqüilidade. Almocei um hambúrguer com uma espécie de vagem típica do país. Fica pseudo-light. Fui ao centro de chamadas, que tem internet também, me comuniquei com as pessoas, família e namorada.
O sol sempre muito escaldante e as sombras nas praças muito acolhedoras. Passei numa lojinha de livros. Encontrei na vitrine alguns do Paulo Coelho e escritores chilenos e de língua espanhola. Comprei um do Gabriel García Marques, Crônica de uma morte anunciada. E, como não poderia deixar de ser, um de Pablo Neruda, Confesso que vivi. Uma autobiografia. Algum dia espero conseguir ler inteiro.
Lá pelas 16h fui comer um congrio com vinho sauvignon blanc, com arroz e batatas fritas. Pão com manteiga pra ir se distraindo antes do prato principal. E tudo saiu por 7000, bom preço. Nos livros gastei 10000, 5000 em cada. Algo em torno de 20 reais. No Brasil o livro de Neruda sai por, no mínimo, 50 reais.
Depois de já ter comprado livros e ter feito uma ótima refeição, fui em busca de algum livro sobre a culinária chilena. Em San Fernando não encontrei nada.
Resolvi ir pra Santiago, aeroporto. Na estação cheguei às 18h10, o trem saía às 18h20. Deu tempo para comprar a passagem, guardar a bike e embarcar. Eu já estou prático com esse esquema de monta e desmonta. E a habilidade em guardar uma garrafa de vinho Gris e outra de Pisco que soquei na mala.
O relógio da estação do metrotrem de Santiago marcava 20h30. Peguei um taxi até o aeroporto por 10000 pesos, o único problema foi colocar a bike no banco traseiro, mas com a delicadeza de alguns empurrões deu certo.
Em meia hora eu já estava no aeroporto. Agora eu tinha tempo suficiente para organizar tudo, dividir os pesos, comer novamente e esperar.
Novamente fui em busca do livro de receitas chilenas. Na banca não tinha, mas o atendente, falando rápido demais e eu quase não entendi, falou que iria ver no estoque. E tinha! Paguei 15000 pesos nele, mas é muito bom, com ótimas fotos e histórico da culinária.
Fiquei esperando, ouvindo musica, tomei café, muito café, vendo os livros, o movimento, o tempo… Apenas troquei a camiseta, escovei os dentes e fui até o check-in. Paguei a taxa para levar a bike e às 5h40 eu estava na sala de embarque.
O avião não atrasou muito. Agora só pensava no meu quarto, num banho, nas histórias pra contar e em fazer um Pisco Sour.
Dia 13 de janeiro – Rancágua -> San Fernando
quarta-feira, 2 de abril de 2008Hoje sim, levantei às 8h00. Não dormi muito bem porque a cama não era boa, o quarto como um todo, na verdade, não era bom. Mas é a vida. Tomei café, onde na mesa ao lado tinham umas moças americanas, falando sobre as coisas que iriam visitar no dia. Domingo, mais vazio do que ontem. Como não tinha nada pra fazer, fui até a estação pra fazer as coisas com calma, esperar tranquilamente.
Nesse tempo de espera, pensei em ligar para o hotel em San Fernando para fazer a reserva, mas não dava certo o cartão, tentei com moeda, também não deu. Perdi tempo e 100 pesos tentando ligar, espero que não perca a viagem também.
O metrotrem chegou às 11h15, ele ficou uns 3 minutos parado e seguiu em frente. Em menos de 1 hora estava lá, pois como é um metro intermunicipal, vai parando em várias estações.
Com o mapa da cidade em mãos, foi fácil chegar até o hotel. Na verdade onde ficava o hotel, porque está fechado para reformas. Ainda bem que na cidade tem mais 3 hotéis, e ficam bem próximos um do outro. O nome desse é Espanhol, um pouco diferente, mas bem melhor do que o de ontem. San Fernando não é uma cidade muito turística, por isso foi fácil achar um quarto no hotel.
Deixei as coisas no hotel e pedalei cerca de 21km até a Hacienda Los Lingues, mas dessa vez, antes de ir, comi carne com fritas e ovo frito!
Chegando lá, vi que realmente era um lugar muito antigo e sofisticado, coisa para estrangeiro (não brasileiro, em sua maioria), tanto é que a recepcionista nem me recepcionou muito bem. Para alguém que chega sem avisar, suado, sem bagagem e de bicicleta. Tirei umas fotos dessa fazenda que é uma das mais antigas e bem preservadas do país. Presente do rei Filipe 3º ao primeiro prefeito de Santiago em 1599. Até hoje pertence a mesma família, gerida por don Germán Claro-Lira. O preço do passeio e hospedagem são bem altos, mas pra quem gosta de cavalos puro-sangue Acuelos, vale a pena, pois são considerados os melhores da América do Sul. Os prêmios nas paredes não deixam mentir.
Como fui totalmente ignorado, voltei os 21km até San Fernando e sentei num bar e pedi um chopp. Desceu maravilhosamente bem depois de pedalar mais 21km.
Tomei banho e saí pra jantar. No meio do caminho encontrei um centro de chamadas, pude ligar pras pessoas novamente a um custo mais baixo.
Dessa vez comi uma pizza com Coca-Cola, no mesmo lugar onde almocei e bebi o chopp. Acho que era um dos poucos restaurantes abertos decentes na cidade.
Dia 12 de janeiro – Santiago -> Rancágua
quarta-feira, 2 de abril de 2008Como ontem acabei ficando cansado, estufado de tanto comer e não querendo fazer muita coisa, fui dormir cedo e, por conseguinte, acordei cedo. Antes das tradicionais 8h00 eu já estava de pé.
No jantar da noite anterior degustei uma lasanha com um molho apimentado, muito bom. Pisco Sour, só pra variar. Água de chave, ou seja, da torneira e meia garrafa de vinho tinto.
Foi bom eu ter levantado cedo, assim tive tempo suficiente para guardar 3 taças de vinho na mochila, embrulhadas em muito papel (jornal) e plástico bolha.
O café era servido só às 8h mesmo, desci, comi, vi mais umas coisas na internet, mandei e-mails e era preciso seguir viagem.
Com tudo na bicicleta pedalei até o terminal Alameda. Chegando lá, me arrependi de não ter comprado a passagem ontem, estava muito lotado, ao contrário das ruas extremamente vazias. Como a bicicleta estava na mala-bike, deixei-a num canto onde eu poderia ver e fiquei na fila pra comprar a passagem. Foi bem em cima da hora, comprei pra um ônibus que saía em menos de 5 minutos. E como eu já vi antes, eles são pontuais e era preciso andar um bom trecho até o embarque, com todas as bagagens.
Esse tempo extremo foi por que fiquei numa fila onde estava escrito Todos Os Destinos, mas não tinha pra Rancágua, me informaram errado, eu tinha perguntado se era naquela fila mesmo, mas não era. Fui pra outra fila e aí deu certo. Cheguei na fila às 9h37, comprei a passagem às 9h55, embarquei às 10h00, logo depois o ônibus saiu.
Como eu havia colocado as coisas na bike, pedalado, guardado a bike na mala-bike, corre pra um lado, corre pro outro, corre pro ônibus, eu estava um pouco suado. Mas logo me refresquei no ar-condicionado e bebi bastante água na CamelBak.
Durante o trajeto, apesar de ter placas indicando que não se pode andar de bicicleta, vi alguns cicloturistas. O problema é o sol e a camada de ozônio mais fina.
Em Rancágua fiquei no hotel España (mesmo nome do hotel de Santiago, porém não é de nenhuma rede e era pior). Deixei as coisas no quarto e pedalei 25km pela rodovia norte-sul, até o vinhedo de Anakena. Um lindo lugar aos pés da cordilheira dos Andes.
Eu havia agendado uma visita para às 17h, pois não sabia o quanto iria demorar. Acabei chegando às 15h. É, bem rápido. Falei com o porteiro e ele me mandou esperar num mirante. Inclusive era perfeito, pois via-se tudo mesmo. Devo ter ficado lá mais de uma hora esperando por alguém. Nesse meio tempo fui ao banheiro, comi, tirei foto, vi o mapa, fiz de tudo. Eis que surge Mariela, minha guia particular, pois só estava eu lá.
Ela mostrou novamente o processo de produção, armazenamento e toda essa coisa e fomos para a lojinha, onde ocorreu a melhor parte, a degustação!
A Anakena tem 4 linhas de vinhos e uma de sobremesa. Provei todos. Mesmo o mais barato estava ótimo. Comprei só uma camiseta e voltei os 25km depois de ter degustado os vinhos e sob o sol escaldante.
Tomei um belo de um banho, pois é em situações como essas que vemos o real valor de um banho. E como a fome era enorme, proporcionalmente ao tamanho da pedalada, fui comer. Sábado em cidade pequena não é muito legal, mas encontrei um shopping Center onde tinha uma boa praça de alimentação. Comi no KFC (com a foto do Coronel Sanders), o bom é que vendem cerveja. Dei mais uma volta pela cidade, que apesar disso, era muito linda, ao ver no horizonte a cordilheira.
De acordo com a recepcionista do hotel, é possível ir até San Fernando (meu próximo destino) de trem. Fui me informar melhor sobre isso, como era pra levar a bike e tal. 500 pesos, cerca de 2 reais, era o preço dessa viagem, que tem cerca de 50km de distância.
Eu poderia ir pedalando, mas não sei se daria tempo pra fazer tudo o que quero, e o tempo está chegando ao fim.
Dia 11 de janeiro – Santiago (Concha Y Toro)
terça-feira, 1 de abril de 2008Pra variar, levantei às 8h00. Tomei café e saí pra pegar o metro. Segui na linha 4 até a última estação. Lá peguei um táxi por 3000 pesos até a vinícola. Dessa vez não tinha ônibus o alguém pra me dar uma carona. Como eu não conhecia o caminho, não quis arriscar indo a pé.
O tour pela Concha Y Toro foi bem diferente, porque eles já tem um esquema mais profissional. Além do tour, gastei na loja deles, comprei 2 camisetas, um boné e um kit sommelier.
O céu estava muito azul e o calor de matar, claro. Afastando um pouco do centro de Santiago já temos essa percepção de como lá é poluído mesmo, que nem ao menos vemos a cordilheira, coisa que mais na periferia é mais fácil de se observar.
Minha vontade era comprar várias garrafas de vinho, muito barato no Chile. Mas eu não teria como carregar tudo isso, e não estava a fim de beber tudo também. Não de uma vez. O que me deixa feliz é o fato de que esses vinhos estão à venda no Brasil, mais caro, mas tem.
Dessa vez encontrei vários brasileiros de várias partes do país, Rio, Campinas etc. Quando eu estava saindo, fui pedir uma carona até a estação do metro, para o casal de Campinas (Leonardo e Renata), assim eu não iria precisar pegar táxi. Começamos a conversar e eles disseram que iriam ao centro, no hotel España, que por sinal era o mesmo que o meu. Então tive uma carona até a porta do hotel.
Fui almoçar no restaurante na esquina da rua do hotel. O casal falou que era bom, e era. Comi muito, preço bom.
Depois de mais uma orgia gastronômica, fui andar um pouco pela cidade, comprei mais uns regalos (lembrancinhas).
Fiz umas pesquisas na internet, falei com as pessoas, dessa vez no centro de chamadas, que cobram cerca de 150 pesos por minuto, o que dá menos de 1 real por minuto. Se eu fosse ligar do celular, custaria US$3,5 por minuto, umas 6 ou 7 vezes mais caro.
Dia 10 de janeiro – De volta a Santiago (Cousiño Macul)
terça-feira, 1 de abril de 2008Às 8h00 tomei café, muito bom, levando em conta os que tive até agora. Mais completo e serviço ótimo.
Arrumei tudo, paguei o hotel e fui pedalando até a estação, que era bem pertinho. Deu tempo pra tirar umas fotos pelo caminho ainda.
Desmontei a bicicleta na porta da estação, entrei e peguei o ônibus que mais uma vez foi pontual.
Durante a viagem, ao meu lado, tinha um menino de uns 12 anos, creio eu, chamado Pepe. Pelo menos era assim que a irmã e a mãe o chamavam. Ele ficou ouvindo música e cantando, o problema era ele cantando.
Pra não ter que aturar mais aquilo, ouvi música também (mas sem ficar cantando junto). Na TV do ônibus estava passando Rocky Balboa, mais um motivo pra ouvir música.
De volta a Santiago, montei a bike, as pessoas olhando a cena insólita de uma bike sendo montada.
Pedalei até o hotel, caminho que agora já conheço relativamente bem. Guardei a bike no cantinho, tomei banho e fui pro metrô. Fui em sentido ao sul lá pras últimas estações. Na estação Quillin encontrei Carlos. Perguntei a ele como fazia para chegar até a Cousiño Macul, foi quando ele não apenas indicou, mas me acompanhou e pagou a passagem do ônibus, que aceitava apenas o cartão próprio (chamado BIP). Esses micro ônibus são bem funcionais. Tem vários e passam por tudo que é lugar. Eu parei em frente à vinícula, bastou atravessar a avenida.
Carlos e eu no micro ônibus a caminho da Cousiño Macul
Como não sabia quanto tempo iria demorar para chegar, tive que esperar até o horário marcado, mas foi meia hora de espera fora apenas. Do hotel até lá, demorei cerca de 50 min, isso me perdendo um pouco e usando transporte público, o que me fez desembolsar cerca de 2 reais, tendo em vista que Carlos pagou a passagem do ônibus, mas teria dado uns 4 reais.
Tirei umas fotos já na portaria, no caminho até a recepção, porque turista é assim mesmo, mesmo quando chega a pé. Eu devo ter sido o único. Pelo menos naquele dia.
Escolhi a Cousiño Macul por ter fácil acesso e ser uma das mais antigas vinícolas do Chile, fundada em 1856 e continua nas mãos da família que fundou.
O passeio foi legal, mas bem curto. Ganhamos uma taça que foi usada nas degustações. Experimentamos um que chama GRIS, vendido somente no Chile, que é excelente. Deveriam vender pra cá.
O guia perguntou quem era do Brasil, em primeiro lugar, só eu levantei a mão. Depois ele perguntou de outros locais. Acho que vai muito brasileiro lá.
Vimos os processos de produção antigo e recente, fomos até a adega subterrânea, onde a família guarda as preciosidades.
Degustamos, além do GRIS, um Cabernet Sauvignon, Reserva, muito bom. Sem contar que o preço lá, é no mínino a metade do que é aqui.
Depois de ficar sem almoçar, beber vinho e estar sob um sol de 40 graus, fui a pé uns 2km até o metro. Mas isso só foi possível porque tem muita sombra no caminho.
E em menos de 1 hora, estava no centro comendo. Voltei ao hotel, tomei banho e vi TV. Estava passando um programa local sobre cidades e drinques, muito interessante. Mostravam Santiago, uns lugares chics e badalados, o pisco sour e uma outra chamada viña. Foram até a Concha Y Toro mostrar a lenda do Casillero Del Diablo e degustaram um Don Melchor!!! Estarei lá amanhã, mas duvido que sirvam esse vinho para os pobres mortais visitantes (apesar de cobrarem ingresso).
Na TV eu vi também um pedaço do filme Hulk, legendado e, Futurama, dublado. Depois subi até a sala de internet gratuita do hotel, mas estava ocupada, são apenas 2 PCs. Esperei um pouco e logo liberaram um. Mandei fotos e consegui teclar com algumas pessoas no Brasil.
Dia 09 de janeiro – Valparaiso -> Viña Del Mar (de bicicleta)
terça-feira, 1 de abril de 2008Frio, encoberto, com clima de chuva, tempo fechado, assim foi o dia que eu vi logo pela manhã. Pensei: claro! Por quê não? Hoje vou pedalar bastante, é bom que chova! Tenho sorte mesmo…
Mas pelo que fiquei sabendo das mulheres do hotel, o clima, normalmente é assim mesmo. Lá pelo meio dia já fazia um calor de matar novamente. A tarde então, na sombra era aturável.
Apesar de ter um trajeto para ir a pé ou de bicicleta de Valpo até Viña, consegui me perder um pouco, porque a sinalização é um pouco precária. Só quem passa lá sempre conhece o caminho. Mas é bom que assim eu falo com as pessoas, pergunto, converso…
Tive que, inclusive, subir com a bicicleta numa escada enorme. Creio que quando projetaram isso, não imaginaram que iriam passar pessoas como eu, cheio de bagagem.
A cidade é pequena, tanto que o mapa do meu guia cobria praticamente toda a região principal da cidade. Dá pra ir na maioria dos lugares a pé ou se quiser um pouco mais de agilidade, tem micro ônibus direto pra todos os lugares com preços bem em conta. Ou como eu, de bicicleta também, que eu acho a melhor maneira, claro!
Fui direto ao hotel, tomei banho, saí para almoçar. Bem ao lado tem um restaurante muito bom e com preço excelente. Pedi o menu do dia, por 4500 pesos. Atendimento bom, comida boa e ainda ganhei um amarula de brinde depois de tudo!
De barriga cheia, fui andar um pouco mais pelas ruas arborizadas até o centro. Comprei umas lembrancinhas em frente ao parque da cidade, dei umas voltas, filmei e telefonei ao meu amigo Rámon (que sempre rola aquela brincadeira com a pronúncia de Jamón, que é presunto, em espanhol) e nos encontramos pouco depois. Ele estava com uma amiga, Venanda, de Guaramirim – SC.
Andamos um pouco pela cidade, fomos até o apartamento dele para que a amiga comesse e arrumasse as coisas, pois estava indo viajar um pouco mais por países próximos.
Eu já estava cansado, porém feliz de ter encontrado-os. Já era tarde quando fui jantar. Resolvi experimentar o sushi chileno. Como esse meu amigo trabalha no Wok & Roll na cidade ao lado, resolvi conhecer o restaurante de Viña, que era bem próximo ao hotel. Gostei do sushi, mas o molho shoyo é bem diferente do nosso. Não parece ter o mesmo sabor marcante, é uma coisa meio aguada.
Voltei ao hotel, vi um pouco de TV e estudei o que fazer no outro dia, já com a passagem de ônibus comprada.
Dia 08 de janeiro – Santiago -> Valparaiso
terça-feira, 1 de abril de 2008
Ao pedalar, um vento no rosto é sempre refrescante, mas o nervosismo não me deixou refrescar ao parar. Ainda mais que tive que guardar a bicicleta na mala-bike.
Fui procurar a plataforma de embarque, aí surge uma dúvida, como que chama isso em espanhol?! (Andene)
Então vi um ônibus com o escrito Valparaiso, mas não era o meu horário. Ainda faltavam uns 15 minutos pro horário, então pensei, claro que vai estar atrasado!
Faltando 10 minutos ou menos o ônibus chegou e na hora marcada, saiu. É… tive que retirar o que eu disse.
Ninguém sentado ao meu lado, acomodei a bagagem e como estava passando o filme Balls on Fire na TV do ônibus, resolvi ficar ouvindo música mesmo.
Chegando em Valpo, fui direto até a pousada confirmar a reserva que fiz pela internet (grátis no Hotel). O mapa do guia foi muito útil, consegui chegar perto, perguntei para umas pessoas como que chegava lá e me explicaram certinho. Eu não estava afim de subir aquelas ladeiras e, lá em cima, descobrir que não era o caminho certo.
Na pousada, descobri que não tinham visto a minha reserva porque a moça que cuida disso estava de férias, mas a boa notícia é que só tinha eu mesmo lá pra hospedar.
Às 15h eu já estava almoçando no Turri Café, um dos lugares chics e turísticos da cidade, com uma bela visão do Pacífico. Comi Congrio com Pisco Sour, vinho e tudo que tinha direito. Ao final disso tudo só pensei: estoy completo!
Andei pela cidade, fiquei à toa nas praças, comprei lembrancinhas e andei nos ascensores!
De volta a pousada entrevistei Rosa, uma das funcionárias de lá que falou um pouco sobre a cidade.




























