Dia 12 de janeiro – Santiago -> Rancágua

2 de abril de 2008

Como ontem acabei ficando cansado, estufado de tanto comer e não querendo fazer muita coisa, fui dormir cedo e, por conseguinte, acordei cedo. Antes das tradicionais 8h00 eu já estava de pé.
No jantar da noite anterior degustei uma lasanha com um molho apimentado, muito bom. Pisco Sour, só pra variar. Água de chave, ou seja, da torneira e meia garrafa de vinho tinto.
Foi bom eu ter levantado cedo, assim tive tempo suficiente para guardar 3 taças de vinho na mochila, embrulhadas em muito papel (jornal) e plástico bolha.
O café era servido só às 8h mesmo, desci, comi, vi mais umas coisas na internet, mandei e-mails e era preciso seguir viagem.

Depois de 25km, cheguei na Anakena

Com tudo na bicicleta pedalei até o terminal Alameda. Chegando lá, me arrependi de não ter comprado a passagem ontem, estava muito lotado, ao contrário das ruas extremamente vazias. Como a bicicleta estava na mala-bike, deixei-a num canto onde eu poderia ver e fiquei na fila pra comprar a passagem. Foi bem em cima da hora, comprei pra um ônibus que saía em menos de 5 minutos. E como eu já vi antes, eles são pontuais e era preciso andar um bom trecho até o embarque, com todas as bagagens.
Esse tempo extremo foi por que fiquei numa fila onde estava escrito Todos Os Destinos, mas não tinha pra Rancágua, me informaram errado, eu tinha perguntado se era naquela fila mesmo, mas não era. Fui pra outra fila e aí deu certo. Cheguei na fila às 9h37, comprei a passagem às 9h55, embarquei às 10h00, logo depois o ônibus saiu.
Como eu havia colocado as coisas na bike, pedalado, guardado a bike na mala-bike, corre pra um lado, corre pro outro, corre pro ônibus, eu estava um pouco suado. Mas logo me refresquei no ar-condicionado e bebi bastante água na CamelBak.
Durante o trajeto, apesar de ter placas indicando que não se pode andar de bicicleta, vi alguns cicloturistas. O problema é o sol e a camada de ozônio mais fina.
Em Rancágua fiquei no hotel España (mesmo nome do hotel de Santiago, porém não é de nenhuma rede e era pior). Deixei as coisas no quarto e pedalei 25km pela rodovia norte-sul, até o vinhedo de Anakena. Um lindo lugar aos pés da cordilheira dos Andes.

A cordilheira dos Andes ao fundo deixa tudo mais especial

Eu havia agendado uma visita para às 17h, pois não sabia o quanto iria demorar. Acabei chegando às 15h. É, bem rápido. Falei com o porteiro e ele me mandou esperar num mirante. Inclusive era perfeito, pois via-se tudo mesmo. Devo ter ficado lá mais de uma hora esperando por alguém. Nesse meio tempo fui ao banheiro, comi, tirei foto, vi o mapa, fiz de tudo. Eis que surge Mariela, minha guia particular, pois só estava eu lá.

Descansando e esperando a Mariela, no mirante da Anakena

Ela mostrou novamente o processo de produção, armazenamento e toda essa coisa e fomos para a lojinha, onde ocorreu a melhor parte, a degustação!
A Anakena tem 4 linhas de vinhos e uma de sobremesa. Provei todos. Mesmo o mais barato estava ótimo. Comprei só uma camiseta e voltei os 25km depois de ter degustado os vinhos e sob o sol escaldante.

Sempre a melhor parte

Tomei um belo de um banho, pois é em situações como essas que vemos o real valor de um banho. E como a fome era enorme, proporcionalmente ao tamanho da pedalada, fui comer. Sábado em cidade pequena não é muito legal, mas encontrei um shopping Center onde tinha uma boa praça de alimentação. Comi no KFC (com a foto do Coronel Sanders), o bom é que vendem cerveja. Dei mais uma volta pela cidade, que apesar disso, era muito linda, ao ver no horizonte a cordilheira.
De acordo com a recepcionista do hotel, é possível ir até San Fernando (meu próximo destino) de trem. Fui me informar melhor sobre isso, como era pra levar a bike e tal. 500 pesos, cerca de 2 reais, era o preço dessa viagem, que tem cerca de 50km de distância.
Eu poderia ir pedalando, mas não sei se daria tempo pra fazer tudo o que quero, e o tempo está chegando ao fim.

Dia 11 de janeiro – Santiago (Concha Y Toro)

1 de abril de 2008

Pra variar, levantei às 8h00. Tomei café e saí pra pegar o metro. Segui na linha 4 até a última estação. Lá peguei um táxi por 3000 pesos até a vinícola. Dessa vez não tinha ônibus o alguém pra me dar uma carona. Como eu não conhecia o caminho, não quis arriscar indo a pé.

Uma espécie de shopping center no centro de Santiago

O tour pela Concha Y Toro foi bem diferente, porque eles já tem um esquema mais profissional. Além do tour, gastei na loja deles, comprei 2 camisetas, um boné e um kit sommelier.

Degustando Concha Y Toro na fonte

O céu estava muito azul e o calor de matar, claro. Afastando um pouco do centro de Santiago já temos essa percepção de como lá é poluído mesmo, que nem ao menos vemos a cordilheira, coisa que mais na periferia é mais fácil de se observar.

A lenda do Casillero Del Diablo revelada: ele existe!

Minha vontade era comprar várias garrafas de vinho, muito barato no Chile. Mas eu não teria como carregar tudo isso, e não estava a fim de beber tudo também. Não de uma vez. O que me deixa feliz é o fato de que esses vinhos estão à venda no Brasil, mais caro, mas tem.

Além de muito bom, a uva é linda

Dessa vez encontrei vários brasileiros de várias partes do país, Rio, Campinas etc. Quando eu estava saindo, fui pedir uma carona até a estação do metro, para o casal de Campinas (Leonardo e Renata), assim eu não iria precisar pegar táxi. Começamos a conversar e eles disseram que iriam ao centro, no hotel España, que por sinal era o mesmo que o meu. Então tive uma carona até a porta do hotel.

Fui almoçar no restaurante na esquina da rua do hotel. O casal falou que era bom, e era. Comi muito, preço bom.

Renata e Leonardo, o casal de Campinas que me deu carona

Depois de mais uma orgia gastronômica, fui andar um pouco pela cidade, comprei mais uns regalos (lembrancinhas).

Fiz umas pesquisas na internet, falei com as pessoas, dessa vez no centro de chamadas, que cobram cerca de 150 pesos por minuto, o que dá menos de 1 real por minuto. Se eu fosse ligar do celular, custaria US$3,5 por minuto, umas 6 ou 7 vezes mais caro.

Dia 10 de janeiro – De volta a Santiago (Cousiño Macul)

1 de abril de 2008

Às 8h00 tomei café, muito bom, levando em conta os que tive até agora. Mais completo e serviço ótimo.

Arrumei tudo, paguei o hotel e fui pedalando até a estação, que era bem pertinho. Deu tempo pra tirar umas fotos pelo caminho ainda.

Desmontei a bicicleta na porta da estação, entrei e peguei o ônibus que mais uma vez foi pontual.

Durante a viagem, ao meu lado, tinha um menino de uns 12 anos, creio eu, chamado Pepe. Pelo menos era assim que a irmã e a mãe o chamavam. Ele ficou ouvindo música e cantando, o problema era ele cantando.

Pra não ter que aturar mais aquilo, ouvi música também (mas sem ficar cantando junto). Na TV do ônibus estava passando Rocky Balboa, mais um motivo pra ouvir música.

De volta a Santiago, montei a bike, as pessoas olhando a cena insólita de uma bike sendo montada.

Pedalei até o hotel, caminho que agora já conheço relativamente bem. Guardei a bike no cantinho, tomei banho e fui pro metrô. Fui em sentido ao sul lá pras últimas estações. Na estação Quillin encontrei Carlos. Perguntei a ele como fazia para chegar até a Cousiño Macul, foi quando ele não apenas indicou, mas me acompanhou e pagou a passagem do ônibus, que aceitava apenas o cartão próprio (chamado BIP). Esses micro ônibus são bem funcionais. Tem vários e passam por tudo que é lugar. Eu parei em frente à vinícula, bastou atravessar a avenida.

Carlos e eu no micro ônibus a caminho da Cousiño Macul

Como não sabia quanto tempo iria demorar para chegar, tive que esperar até o horário marcado, mas foi meia hora de espera fora apenas. Do hotel até lá, demorei cerca de 50 min, isso me perdendo um pouco e usando transporte público, o que me fez desembolsar cerca de 2 reais, tendo em vista que Carlos pagou a passagem do ônibus, mas teria dado uns 4 reais.

Tirei umas fotos já na portaria, no caminho até a recepção, porque turista é assim mesmo, mesmo quando chega a pé. Eu devo ter sido o único. Pelo menos naquele dia.

Escolhi a Cousiño Macul por ter fácil acesso e ser uma das mais antigas vinícolas do Chile, fundada em 1856 e continua nas mãos da família que fundou.

O passeio foi legal, mas bem curto. Ganhamos uma taça que foi usada nas degustações. Experimentamos um que chama GRIS, vendido somente no Chile, que é excelente. Deveriam vender pra cá.

O guia perguntou quem era do Brasil, em primeiro lugar, só eu levantei a mão. Depois ele perguntou de outros locais. Acho que vai muito brasileiro lá.

Eu queria uma sala assim em casa…

Vimos os processos de produção antigo e recente, fomos até a adega subterrânea, onde a família guarda as preciosidades.

Degustamos, além do GRIS, um Cabernet Sauvignon, Reserva, muito bom. Sem contar que o preço lá, é no mínino a metade do que é aqui.

Depois de ficar sem almoçar, beber vinho e estar sob um sol de 40 graus, fui a pé uns 2km até o metro. Mas isso só foi possível porque tem muita sombra no caminho.

O problema foi trazer a taça na mala, mas chegou inteira!

E em menos de 1 hora, estava no centro comendo. Voltei ao hotel, tomei banho e vi TV. Estava passando um programa local sobre cidades e drinques, muito interessante. Mostravam Santiago, uns lugares chics e badalados, o pisco sour e uma outra chamada viña. Foram até a Concha Y Toro mostrar a lenda do Casillero Del Diablo e degustaram um Don Melchor!!! Estarei lá amanhã, mas duvido que sirvam esse vinho para os pobres mortais visitantes (apesar de cobrarem ingresso).

Na TV eu vi também um pedaço do filme Hulk, legendado e, Futurama, dublado. Depois subi até a sala de internet gratuita do hotel, mas estava ocupada, são apenas 2 PCs. Esperei um pouco e logo liberaram um. Mandei fotos e consegui teclar com algumas pessoas no Brasil.

Dia 09 de janeiro – Valparaiso -> Viña Del Mar (de bicicleta)

1 de abril de 2008
Mais Pisco Sour…

Frio, encoberto, com clima de chuva, tempo fechado, assim foi o dia que eu vi logo pela manhã. Pensei: claro! Por quê não? Hoje vou pedalar bastante, é bom que chova! Tenho sorte mesmo…

Mas pelo que fiquei sabendo das mulheres do hotel, o clima, normalmente é assim mesmo. Lá pelo meio dia já fazia um calor de matar novamente. A tarde então, na sombra era aturável.

Pode-se ver o tempo um pouco encoberto e os iates, chic!

Apesar de ter um trajeto para ir a pé ou de bicicleta de Valpo até Viña, consegui me perder um pouco, porque a sinalização é um pouco precária. Só quem passa lá sempre conhece o caminho. Mas é bom que assim eu falo com as pessoas, pergunto, converso…

Tive que, inclusive, subir com a bicicleta numa escada enorme. Creio que quando projetaram isso, não imaginaram que iriam passar pessoas como eu, cheio de bagagem.

Deixei metade das minhas coisas em Santiago e a outra metade na bike

A cidade é pequena, tanto que o mapa do meu guia cobria praticamente toda a região principal da cidade. Dá pra ir na maioria dos lugares a pé ou se quiser um pouco mais de agilidade, tem micro ônibus direto pra todos os lugares com preços bem em conta. Ou como eu, de bicicleta também, que eu acho a melhor maneira, claro!

Fui direto ao hotel, tomei banho, saí para almoçar. Bem ao lado tem um restaurante muito bom e com preço excelente. Pedi o menu do dia, por 4500 pesos. Atendimento bom, comida boa e ainda ganhei um amarula de brinde depois de tudo!

De barriga cheia, fui andar um pouco mais pelas ruas arborizadas até o centro. Comprei umas lembrancinhas em frente ao parque da cidade, dei umas voltas, filmei e telefonei ao meu amigo Rámon (que sempre rola aquela brincadeira com a pronúncia de Jamón, que é presunto, em espanhol) e nos encontramos pouco depois. Ele estava com uma amiga, Venanda, de Guaramirim – SC.

Andamos um pouco pela cidade, fomos até o apartamento dele para que a amiga comesse e arrumasse as coisas, pois estava indo viajar um pouco mais por países próximos.

Além do destacado outdoor vazio, tem também um ascensor

Eu já estava cansado, porém feliz de ter encontrado-os. Já era tarde quando fui jantar. Resolvi experimentar o sushi chileno. Como esse meu amigo trabalha no Wok & Roll na cidade ao lado, resolvi conhecer o restaurante de Viña, que era bem próximo ao hotel. Gostei do sushi, mas o molho shoyo é bem diferente do nosso. Não parece ter o mesmo sabor marcante, é uma coisa meio aguada.

Relógio da cidade jardim

Voltei ao hotel, vi um pouco de TV e estudei o que fazer no outro dia, já com a passagem de ônibus comprada.

Dia 08 de janeiro – Santiago -> Valparaiso

1 de abril de 2008

Como eu tinha ido de metro até a rodoviária, não sabia ao certo o tempo que iria demorar para chegar. Acordei cedo, tomei um café rápido, montei a bicicleta. Nisso já estava suando em bicas. O calor já estava de matar.

Vista de Valparaiso, do Café Turri

Ao pedalar, um vento no rosto é sempre refrescante, mas o nervosismo não me deixou refrescar ao parar. Ainda mais que tive que guardar a bicicleta na mala-bike.

Fui procurar a plataforma de embarque, aí surge uma dúvida, como que chama isso em espanhol?! (Andene)

Então vi um ônibus com o escrito Valparaiso, mas não era o meu horário. Ainda faltavam uns 15 minutos pro horário, então pensei, claro que vai estar atrasado!

Faltando 10 minutos ou menos o ônibus chegou e na hora marcada, saiu. É… tive que retirar o que eu disse.

Ninguém sentado ao meu lado, acomodei a bagagem e como estava passando o filme Balls on Fire na TV do ônibus, resolvi ficar ouvindo música mesmo.

Chegando em Valpo, fui direto até a pousada confirmar a reserva que fiz pela internet (grátis no Hotel). O mapa do guia foi muito útil, consegui chegar perto, perguntei para umas pessoas como que chegava lá e me explicaram certinho. Eu não estava afim de subir aquelas ladeiras e, lá em cima, descobrir que não era o caminho certo.

Acho que nem precisa dizer que isso é minha bagunça mesmo

Na pousada, descobri que não tinham visto a minha reserva porque a moça que cuida disso estava de férias, mas a boa notícia é que só tinha eu mesmo lá pra hospedar.

Como todo centro de cidade, tem bastante gente (mas tem também sinal pra pedestre)

Às 15h eu já estava almoçando no Turri Café, um dos lugares chics e turísticos da cidade, com uma bela visão do Pacífico. Comi Congrio com Pisco Sour, vinho e tudo que tinha direito. Ao final disso tudo só pensei: estoy completo!

Sim, vale a pena comer no Turri

Andei pela cidade, fiquei à toa nas praças, comprei lembrancinhas e andei nos ascensores!

Fotomontagem de um dos ascensores da cidade e a minha cara de bobo ao ver a subida

De volta a pousada entrevistei Rosa, uma das funcionárias de lá que falou um pouco sobre a cidade.

Dia 07 de janeiro

25 de março de 2008
No topo do Cerro San Cristóbel

Como já disse Sarney certa vez, os dias passam devagar, mas os anos voam. Então, vamos conhecer um pouco mais de Santiago.
Comecei o dia andando a pé. Gosto de fazer isso para sentir melhor a cidade, as pessoas, a atmosfera. Quando se anda só de carro ou em qualquer veículo motorizado, com ar-condicionado, tudo fica mais fácil. Ainda mais quando se tem um motorista, o stress fica para o outro. Mas a pé, a coisa é diferente. Você vai saber se as pessoas são educadas quando você quiser atravessar a rua ou pedir informação. Também irá perceber melhor os detalhes, a correria, a (in)segurança e muito mais.
Debaixo de um sol de fritar ovo andei quase 5km para chegar até a central de informações turísticas da cidade. O problema é que acabei só perdendo tempo, porque não consegui as informações de que eu desejava. Eu queria saber se eles poderiam me dar maiores informações sobre trajetos para ir de bike, mas não tinham nada disso lá. Vi que o jeito era pegar ônibus e andar de bike somente nas cidades ou distâncias mais curtas. Duas razões: falta de informação e calor. Realmente estava muito quente e seco.
Depois de uma manhã dessas, para repor as energias, comi um Kebab com cerveja e Coca-Cola. Altamente recomendável, apesar de ser um pouco diferente do Kebab europeu. Mesmo lá, variava o estilo de cidade para cidade. Alguns colocavam fritas dentro do pão, outros fora, outros nem tinham essa opção.

A Virgem Maria branca, o Kebab e eu e o slogan em espanhol da Coca-Cola

Hora de andar mais, dessa vez pra cima. Ainda bem que um bom trecho tem a possibilidade de ir no tal do Funicular, eu diria que é uma mistura de elevador com bondinho, porque ele vai quase na vertical, em trilhos. O interessante é que ele é antigo, mas funciona e parece seguro.
E realmente vale a pena subir no Cerro San Cristóbel, o funicular pára na Terraza Bellavista (o nome não é à toa), tem-se uma visão excelente de quase toda a capital e ainda das cordilheiras, para todos os lados.
No alto fica a Virgem Maria branca, onde pode-se ver muitas pessoas rezando, deixando pedidos, acendendo velas etc.
Fiquei andando mais um pouco pra cima e para baixo, bebi água, tirei fotos, filmei, apreciei a paisagem, certamente.
Mas era preciso descer. Passei na casa do poeta Pablo Neruda, conhecida como La Chascona, fica numa rua sem saída, ao pé do morro, um lugar bem tranqüilo mesmo estando bem localizada. O bairro Bellavista é o point para os boêmios, artistas, intelectuais, muito provavelmente porque Neruda morou ali perto.
Comprei um cartão telefônico para manter contato com as pessoas do Brasil. Também tinha a opção de usar o celular ou procurar um centro de chamadas, mas é bom estar garantido com várias opções. Depois de dar um alô em casa, fui comprar uma passagem de ônibus para Valparaiso.
Aproveitei pra usar o metro da cidade e constatar que é bem funcional. Ele lembra a maioria dos metros das principais capitais do mundo, com os vagões produzidos em São Paulo e as estações bem artísticas, com pinturas e arquitetura diferenciada.
A estação do metro é embaixo da rodoviária, basta descer do vagão, subir as escadas e pronto, está lá dentro, não vê nem a rua, nem a calçada. Comprei e voltei ao hotel, de metro também, já tinha andando bastante por um dia.

Dia 06 de janeiro

4 de março de 2008

Como já dizia o poeta, o tempo não pára. Para poder aproveitar o máximo possível, levantei logo cedo, tomei café no hotel e saí andando, a pé mesmo. Mas com as cameras.
Pra começar bem, fui logo de cara subir o cerro Santa Lucia, que fica bem no centro da cidade. Pude ir a pé até a Catedral, onde presenciei uma missa em espanhol. Em frente, a Praça das Armas, onde muitas pessoas ficam lá, curtindo o sol, lendo… Alguns artistas fazem performances.

vista do alto do Cerro Santa Lucía

No domingo os museus são de graça. Fui em todos que consegui. Museu Histórico Nacional, Museu Pré-Colombiano, Museu Nacional de Belas Artes e Museu de Artes Visuais. Tinha mais ainda pra ir, mas não deu tempo e eu ainda estava cansado de todo o translado até o país. Pelo menos o fuso-horário não foi problema, uma hora só de diferença…
Depois de andar por tudo isso, eu tinha que ir comer. Nada melhor do que ir até o Mercadão da cidade e comer um Salmão chileno com um Sauvignon Blanc local.
Andei pelo Mercadão, encontrei uns jornalistas que estavam fazendo uma matéria sobre a famosa Empanada Chilena, pois ali tinha um cara que era o mais antigo em fazer esse tipo de comida típica.
Continuei, então, minha andança pela cidade. Fui até a Praça da Constituição, em frente ao Palácio da Moeda.
Creio que andei o centro todo nesse dia. Até o Parque Florestal eu fui.
A primeira impressão da cidade e do país foram muito boas!

Dia 05 de janeiro

12 de fevereiro de 2008

Mesmo uma grande jornada com um simples passo. E lá pelas 5h da manhã já dei o meu primeiro passo, da cama até o banheiro.
Como já havia feito as malas na noite anterior (não que já fosse dia de fato, porque estava escuro e pra mim acordar a uma hora dessas é bizarro), não demorei até me arrumar e ir para o Terminal Rodoviário de Ribeirão Preto. Levei a bicicleta, os alforges, uma mochila e um camelbak, também conhecido como bolsa de hidratação.
Ônibus confortável e pontual, estava descansando bem no ar-condicionado até que um dos pneus do ônibus furou. Ainda bem que foi em frente ao Hopi Hari, porque no pior das hipóteses passaria o dia lá e deixaria de lado esse negócio de ir pro Chile.
Foi só o tempo de descer do ônibus, pegar as malas, logo pararam dois ônibus da mesma empresa que levaram os passageiros até São Paulo. Por isso é sempre bom ter uma margem de tempo em translados.
Fiquei carregando esse monte de malas e a bike pela rodoviária de São Paulo para poder comprar a passagem até o aeroporto. Depois de muito exercício físico consegui. Isso sem contar o esforço mental também, porque quando cheguei ao guichê, tinha um americano que não conseguia se comunicar com o atendente e eu tive que ajudar com o meu inglês (enrolês), mas de qualquer forma eles se entenderam.
Esperei até o horário do ônibus. Depois esperei mais no aeroporto. Fiz check-in, paguei R$100 pra levar a bicicleta e vou pagar na volta também.
Esperei mais.
Meu iPod e eu lá, esperando… Ainda bem que cabe música pro mês todo naquilo!
Embarquei e aí sim senti firmeza na viagem!
Apesar de que não consegui descansar muito, porque teve escala em Buenos Aires, lanchinho, papel pra preencher… Dormir mesmo, só no hotel, talvez, ou não.
Chegando no aeroporto de Santiago, duas preocupações. Primeira, bagagens, será que chega tudo e inteiro? Segunda, será que irei conseguir trocar dinheiro pra pagar o taxi?
Ainda bem que ambas as coisas deram certo. O mais legal é a desvalorização do peso. Tudo parece tão caro. Paguei 11 mil de taxi! Fazendo os cálculos arredondados, dá uns 45 reais. Normal, eu diria até que barato, porque fui do aeroporto até o centro, de madrugada.
Como tinha reserva no hotel, nem me preocupei com isso. Cheguei lá direto e ainda bem que esse negócio de reserva pela internet funciona, tem alguém pra ler e imprimir o papel!
Só entrei no quarto, joguei as malas pra um lado, me joguei pro outro e amanhã será um longo dia para conhecer um pouco da capital chilena.

Viagem ao Chile

1 de fevereiro de 2008


Santiago vista do alto

Aqui começam os meus relatos sobre a viagem que fiz entre os dias 5 e 15 de janeiro de 2008 para o Chile.
Inicialmente a intenção era que eu fosse pra pedalar, assim como na França, mas as condições eram um pouco diferentes. Menos tempo, mais subidas, calor e secura.
Por isso, preferi ir de ônibus nos trechos longos, para poder aproveitar melhor as cidades, visitar museus, vinhedos, lugares turísticos em geral.
Resumindo a viagem, fiquei 10 dias. Cheguei em Santiago, fiz um tour básico pelos principais atrativos da cidade. Depois fui para Valparaíso e Viña Del Mar. Voltei a Santiago para visitar as vinículas de Cousiño Macul e Concha Y Toro. Depois desci mais ao sul da capital, chegando até a cidade de San Fernando.
Gostaria de ter tido mais tempo para ir mais ao sul, até a região dos lagos. Quem sabe da próxima vez…

Documentário no YouTube

10 de agosto de 2007

Confira o documentário de 30 minutos, dividido em 3 partes:

Parte 1:

Parte 2:

Parte 3:

Assista e viaje junto, na garupa da bicicleta!